Baixando o Pinto

Com muito carinho, gostaria de introduzi-los (1) ao Pinto, banda de um homem só comandada pelo sueco Andreas (siga a lógica: banda de homem só, homem de um nome só). O nome pode parecer atrevido para nós, que falamos português. Porém, o nome inusitado faz todo o sentido, afinal na Suécia tudo é a maior Suécia (2). No seu site oficial, Andreas diz que "o Pinto cresceu (3) a partir de sementes de frustração e se transformou numa delicada flor de radiante música pop". Não se sabe muito sobre as durezas (4) enfrentadas pelo compositor, mas a frase deve ter um fundo de verdade, pelo menos na segunda parte: "Hook Me Up" (Krusty Still, 2007) segue mesmo a tradição da forte cena indie pop local.
De cara, o Pinto põe pra fora (5) suas influências. Usando as palavras do próprio novamente, o Pinto soa como "um cruzamento entre ABBA e Nick Drake". O ABBA é a instituição máxima da música na Suécia, assim como o Roberto Carlos, no Brasil. Sendo assim, qualquer sueco usa o exemplo para explicar que faz música pop. Então junte música pop, simplesmente, com Nick Drake (algo da sua voz característica, violão no centro...) para ver que o tal cruzamento pode ocorrer fora da cabeça de um cara meio gozadinho (6). Curiosamente, quando deixa a paixão pelo trovador inglês à mostra é o que o Pinto se torna mais imponente (7): What Is A Liar é tão bonita que chega a machucar por dentro (8).
Suecos, todos sabem, são ensinados a escrever melodias já na creche e com Andreas não poderia ser diferente: Iron & Rust, dueto com a cantora folk Anna Järvinen, mostra que o Pinto está afiado (9) no assunto. Em outros destaques como We Breathe Too Much e This Picture Needs A Fame, Andreas lembra o projeto paralelo de Mac McCaughan, o Portastatic. Há também uma inevitável comparação com Robert Pollard, não só pela curta duração das canções: na melosa (10) I Belong To You é possível ver o velho professor no microfone. O problema do Pinto é que às vezes ele é muito cabeçudo (11): as idéias repetidas fazem algumas canções da parte final perderem seu efeito, como a tola Hard Inside The Heart.
Se você parar para contar, verá que foram citados cinco destaques positivos e apenas um negativo. O saldo é de 5 contra 1 (12)! Então libere-se de conceitos medievais e caia de boca (13) nesse belo exemplar do indie-pop sueco. Será um entra e sai frenético (14) no seu player. OK, OK, chega...
Pinto - Hook Me Up - 69Ano: 2007
Origem: Suécia
Gênero: Indie Pop
IN Picks: Iron & Rusty, This Pictures Needs A Frame, What Is A Liar
Pra quem gosta de: Portastatic, Pelle Carlberg, Club 8
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9 Comentários:
Pinto - Hook Me Up - 69 -
Ano: 2007 -
Origem: Suécia -
http://www.mediafire.com/?rmdzqodmgyg
Temos um novo recorde de merda escrita em um post nesse blog.
Assim, vais continuar virgem, Cesar.
\o/
Nunca li resenha tão idiota...
Tenta uma vaguinha no Casseta (15), Cesar.
Hahaha, boa!
melhor resenha. coisa bem triste esse mundo cada vez menos bem-humorado em que vivemos. e excelente blogue, que visito faz bastante tempo. parabéns.
ahahahha, sensacional. viva a república da piada pronta! abaixo os pintos sem "H"umor ;)
fazia tempo que não vinha aqui e dei de cara com o Pinto! hahah
Parabens cesar!
fazia tempo que não vinha aqui e dei de cara com o Pinto! hahah
Parabens cesar!
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