
Enquanto o mundo internético não entendia nada sobre o último episódio de "Lost", na semana passada, o IndieNation estava mesmo preocupado com o encerramento das duas melhores séries de comédia atuais: "The Office" e "How I Met Your Mother". Sobre a primeira, César Marins tecerá seus comentários sempre perspicazes em algum post a seguir. Já César Cruz (também conhecido como eu) ficará com a série mais simpática da TV a partir de agora.
"How I Met Your Mother" (No Brasil: Fox Life, aos domingos, 18h), para quem ainda não conhece, se desenvolve a partir de um argumento simples: Theodore Mosby (Josh Radnor), um homem de meia idade, resolve contar para o seu casal de filhos adolescentes como era a sua vida na época em que conheceu a mãe deles. No ínicio da primeira temporada, Ted divide o apartamento com o casal Lily (Alyson Hannigan) e Marshall (Jason Segel), seus melhores amigos desde a faculdade, e conhece o impagável Barney (Neil Patrick Harris), que resolve ser seu melhor amigo à força. O outro personagem fixo é Robin (Cobie Smulders), namorada de Ted no final da primeira temporada, ex e grande amiga no final da segunda (isso não é um spoiler).
A série chegou ao final da quarta temporada na última segunda-feira e ainda não se sabe quem é a personagem misteriosa. Os roteiristas usam A Mãe apenas como um gancho. "How I Met Your Mother" é, na verdade, uma comédia agridoce sobre "os desafios da vida adulta". O personagem principal, por exemplo, nem é exatamente um cara engraçado: Ted é um homem de 30 anos que não se realizou profissionalmente e emocionalmente, e que traz uma certa melancolia estampada na eterna "cara de bunda" de Josh Radnor. A conexão com a filmografia do diretor e produtor Judd Apatow é pertinente, ainda mais com a presença do ótimo Jason Segel no papel do melhor amigo do protagonista. Marshall e Ted, juntos, são pura nostalgia nerd adolescente (Star Wars, maconha, cerveja, mulher...). Mas o escape cômico da série é, inegavelmente, o quase mau caráter Barney, vivido de forma brilhante por Neil Patrick Harris. Já que a história do protagonista é vinculada ao aparecimento da mãe e existe a previsão de mais duas temporadas, o papel tende a ganhar cada vez mais destaque.
Depois de tantos elogios, é bom dizer: a quarta temporada, no geral, foi um tanto decepcionante. A audiência foi a maior entre todas as outras temporadas... já a qualidade dos roteiros, sempre espertíssimos, caiu consideravelmente. O episódio anterior a Season Finale chegou a ser desonesto. No episódio final, outra decepção: a tão esperada história da cabra foi resolvida de maneira canhestra (nada tão horripilante quanto o desfecho da história do guarda-chuva amarelo, mas ainda assim mal resolvido). Mas, pelo menos no último capitulo, houve compensações. No inicío, uma tirada genial envolvendo a gravidez da atriz Alyson Hannigan relembrou a sagacidade dos roteiristas Craig Thomas e Carter Bay. Outros destaques são os diálogos sensacionais do embate amoroso entre Barney e Robin (Robin aplicando "O Mosby" em Barney fez a alegria dos fãs da série ao lembrar a primeira temporada). A bela cena final, ao som de A.C. Newman, também merece elogios.
Na sua última aparição, Ted finalmente revela onde (mas não como) encontrou a mãe dos seus filhos. Se a enganação que foi o episódio 23 não se repetir, é provável que a temporada n° 5 já tenha entre os seus personagens a mãe desconhecida. A próxima leva de episódios é decisiva para a manutenção da série e gera expectativa imaginar como os roteiristas vão lidar com os ganchos do último capítulo: gravidez da Lily, o romance entre Barney e Robin e, finalmente, como Ted conheceu a mãe. Se eles forem espertos, terminam a história no próximo ano e evitam o mesmo desfecho de "My Name Is Earl"... ou seja, nenhum.
- O vilão de "I Am Trying To Break Your Heart" morreu. Jay Bennett, um dos resposáveis por tornar o Wilco uma das bandas mais importantes dos EUA, faleceu ontem (por causas ainda desconhecidas). Ele tinha 45 anos e seu último lançamento foi o razoável "Whatever Happened I Apologize", de 2008, disponível para download gratuito aqui ("Salvar destino como...").
- Bringin' Sexy Back: Scarlett Johansonn e Pete Yorn vão gravar disco inspirado nos duetos de Serge Gainsbourg com Brigitte Bardot. Pete Yorn é especialista em gemidos, como você pode ouvir em Murray.
Mas espera-se que o papel de Brigitte Bardot fique com Scarlett.
- O Superguidis grava DVD acústico no próximo dia 31, em Porto Alegre (Cultura Rock Club, Olavo Bilac, 251 - R$ 12).
1997 é o novo 2009, pessoal!
- E o Silversun Pickups cresceu! A banda debutou com "Swoon" no sétimo lugar da parada geral na Bilboard. Nós não vamos mais conseguir aquele simpático contato com tanta facilidade.
- As atualizações vêm mais constantes no próximo mês. Final de maio e início de julho é um periodo aterrorizante para os infelizes que fazem Medicina... Na próxima semana entram no ar as primeiras resenhas da lista com os melhores discos dos anos 70. A continuação do Top 5 98/08 vem aí, e deve terminar se juntando a lista que todo ser humano irá fazer com os 10 discos da década, no final de 2009. IndieNational volta com mais entrevistas, também. Stay tuned!
VAZOU!!!
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