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Curtas | The Field, Youth Lagoon, Stevie Jackson

THE FIELD - LOOPING STATE OF MIND [Kompakt, 2011]
Gênero: House/Techno
A coisa techno que o Field faz tem vários nomes, a depender da publicação, mas sua melhor definição é, obviamente, "looping state of mind". E isso é algo entre o Gas e o Seefeel (o dos anos 90), algo mais definido e bem realizado (literalmente falando, mais desencanado, menos envergonhado de ser tecno) do que Pantha du Prince. Isso não quer dizer ser mais elementar: esse é um álbum mais rico que a badalada estréia From Here We Go Sublime, em que todo disco formava um bloco uniforme. Looping State of Mind é, em cada faixa, um temperamento diferente (destaque pro insano em "Sweet Slow Baby" e o celebratório em "Burned Out", mais alinhada com o humor da debut e de Yesterday and Today). É a obra que pode levá-lo pra fora do nicho porque é, por várias razões, o melhor trabalho de Axel Willner.





STEVIE JACKSON - I CAN'T GET NO (STEVIE JACKSON) [Banchory, 2011]
Gênero: Indie Pop
 Stevie Jackson é aquele mesmo, do Belle and Sebastian, aquele mais engraçadinho e menos dramático que Stuart Murdoch, o integrante mais conhecido. Na sua estréia solo e faz o mesmo que faz em grupo com uma única diferença: este é um disco, digamos, solo... Como reflexo da personalidade do artista, I Can't Get No (Stevie Jackson) - belíssimo trocadilho - é um álbum engraçadinho e menos dramático do que os capitaneados por Murdoch. E, por isso, sem a sutileza e as variações de humor dos melhores discos da banda escocesa. Jackson tenta compensar com letras espertas ("Press Send" é bem engraçada) e um divertidíssima falta de vergonha para a auto-depreciação. Funciona, aqui e ali, mas não tornam mais fáceis os aparentemente longos 40 minutos de duração. Como curiosidade, aparecem Kurt Dahle, John Collins (New Pornographers) e Katrina Mitchell (The Pastels) como convidados.





YOUTH LAGOON - THE YEAR OF HIBERNATION [Fat Possum, 2011]
Gênero: Indie Pop/Lo-Fi
The Year Of Hibernation é disco tão pequeno, na sua atitude, na sua forma e no seu volume, que parece reafirmar do desejo do artista explícito no título. Então, dizer que a estréia do jovem Trevor Powers é tímida não é relativizar a falta de talento: eis aqui um disco tímido na acepção mais utilizada da palavra. É o que se chamava de indietronica em 2005, mas feito "in the basement" com três ou quatro filtros de reverb do Ableton (porque estamos em 2011 e Trevor é tímido, não burro). Que me perdoem os autistas (e a AMA - Associação dos Amigos do Autista - não me processem, ok?), mas depois de tantos filhos, o Postal Service gerou mais um. Autista.



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