IndieNation - Rio de Janeiro, Brasil - CONTATO

Melhores de 2010


PARTE 1 - AS 15 MELHORES FAIXAS NACIONAIS DE 2010 (AQUI)
PARTE 2 - AS 100 MELHORES FAIXAS INTERNACIONAIS DE 2010 [100-51] (EM BREVE)

As 100 Melhores Faixas Internacionais de 2010 (100 - 51)






100 | SUPERCHUNK | EVERYTHING AT ONCE
99 | HYPE WILLIAMS | THE THRONING
98 | HOW TO DRESS WELL | READY FOR THE WORLD
97 | TAME IMPALA | DESIRE BE DESIRE GO 

O quase infalível Superchunck abre a lista com o rock direto "Everything At Once", faixa de encerramento do correto retorno da banda americana após 9 anos sem composições inéditas. Em seguida, a dupla multinacional Hype Williams, casal responsável por "The Throning", uma fascinante e promissora colagem lo-fi de tranqueiras dos anos 80. No mesmo nicho, mas com componente autoral, está o How To Dress Well, um dos preferidos dos blogs americanos no último verão. No álbum de estreia, o r'n'b claustrofóbico em "Ready For The World" é um dos poucos momentos que sustenta o hype. Preso na década anterior, o Tame Impala tenta levar, com sucesso, a lisergia nostálgica do Dungen para as massas (em inglês, é claro).










96 | HERE WE GO MAGIC | COLLECTOR
95 | CATWALK | (PLEASE) DON'T BREAK ME
94 | LAURA STEVENSON AND THE CANS | LANDSLIDE/THE DIG
93 | TEENGIRL FANTASY | CHEATERS

Banda nascida para ser meio termo, o Here We Go Magic retornou em  2010 com um single de primeira linha, "Collector". O álbum, pena, não transcorre no mesmo nível. Na onda do indie-pop em baixa fidelidade, o Catwalk apresentou um single promissor já no final do ano, "(Please) Don't Break Me", lançado por uma das forças do gênero, o selo novaiorquino Captured Tracks. Logo após, com clara inspiração na saga "King Of Carrot Flowers", do Neutral Milk Hotel, tem a promessa de musa Laura Stevenson, que só precisa de mais personalidade nos próximos lançamentos. Na 93° posição, o Teengirl Fantasy apresenta mais um tentativa de tirar o r'n'b da estagnação, feito conseguido com sucesso só na última faixa do álbum de estreia, a poderosa "Cheaters".

Here We Go Magic - Collector

Catwalk - (Please) Don't Break Me

Laura Stevenson And The Cans - Landslide/The Dig

Teengirl Fantasy - Cheaters





92 | MINKS | OPHELIA
91 | DÉBRUIT | NIGERIA WHAT?
90 | ALL SAINTS DAY  | IT'LL COME AROUND
89 | U.S. GIRLS | RED FORD RADIO

O Minks, também da Captured Tracks, tem cara de buzzband de 2k11, como diria o amigo Carles . Uma versão atualizida do Cure é que se encontra no disco de estreia, já vazado, e no bom single "Ophelia", lançado na metade de 2010. Da França vem o produtor branquelo dÉbruit, que mostra toda sua africanilidade em "Nigeria What?", faixa de um dos seus EPs temáticos. Pode até parecer uma grande picaretagem, mas não é. O n° 90 é da dupla formada pela "Vivian Girl" ruiva e o tecladista da banda da Cat Power, George Foreman Grill: o All Saints Day é um Best Coast mais maldoso e, talvez por isso, não teve a mesma aceitação da banda de Bethany Cosentino. Em seguida, "Red Ford Radio", uma porta de entrada relativamente amigável para o dificil segundo disco do U.S. Girls, ótimo projeto solo da americana Megan Remy.


Minks - Ophelia

dÉbruit - Nigeria What?

All Saints Day - It'll Come Around

U.S. Girls - Red For Radio






88 | CLOUD NOTHINGS | TURNING ON
87 | ABE VIGODA | CRUSH
86 | CLOCK OPERA | A PIECE OF STRING
85 | OF MONTREAL | GIRL NAMED HELLO

A Captured Tracks não pagou nada por essa lista, mas aqui está mais um representante do selo: o Cloud Nothings (que, na verdade, é uma pessoa só) gerou burburinho nos blogs americanos com seus bons singles e EPs. A faixa que melhor representanta esses trabalhos é "Turning On", um charmoso indie-pop de baixa fidelidade, procedimento que o rapaz deve abandonar no seu primeiro LP. Falamos em abandono de procedimentos e o Abe Vigoda logo aparece com "Crush", faixa título do polêmico segundo disco da dupla californiana. Deixando de lado as raízes do hardcore de LA, o duo lançou um disco post-punk-inglês que não foi devidamente compreendido. Na 86ª posição está o primeiro single do esquisito Clock Opera, que também (comenta-se) ser uma banda de um homem só. Além de remixes, essa rebuscada peça art-rock que parece surgida da cabeça de David Byrne, é o único lançamento oficial do projeto. Em seguida, tem Red Hot Ch... ops, tem Of Montreal e todo a turminha do teatro com o facílimo funk-rock "Girl Named Hello", cantada por um Kevin Barnes surpreendentemente afinado.

Cloud Nothings - Turning On

Abe Vigoda - Crush

Clock Opera - A Piece Of String

Of Montreal - Girl Named Hello




 84 | LAND OF TALK | HAMBURG, NOON
83 | MINIATURE TIGERS | GOLDEN SKULL
82 | WINTER DRONES | WINNES COOPERS BONES
81 | WILD NOTHING | GOLDEN HAZE

Com uma voz que quer dizer sexo, Elizabeth Powell nem precisa escrever canções incríveis para merecer menção em qualquer lista. Ela até escreve algumas, como é o caso da direta "Hamburg, Noon", mas não não parece muito disposta a encher um LP inteiro com elas desde que surgiu com o poderoso Applause Cheer Boo Hiss, de 2005. Com menos qualidades vocais, o Miniature Tigers precisa de um pouco mais de esforço pra se destacar, como uma perfeita canção de verão, por exemplo. "Gold Skull" nasceu, provavelmente, baseada nesse raciocínio... Na direção completamente oposta, o Winter Drones quer mesmo é incomodar: "Winnes Coopers Bones" é o mais próximo de uma canção no barulhento disco de estréia da banda, que parece estar um pouco a frente do restante do witch house, o novo gênero/balaio de gato que o nosso site musical preferido acabou de inventar. Já o Wild Nothing não precisa de novos rótulos: "Golden Haze", lado B promovido a carro chefe de EP, tem ligações profundas com o indie-pop inglês do ínicio dos anos 90.


Land Of Talk - Hamburg, Noon

Miniature Tigers - Golden Skull

Winter Drones - Winnes Coopers Bones

Wild Nothing - Golden Haze




 80 | THE MORNING BENDERS | EXCUSES
79 | THE GROWLERS | WHAT IT IS?
78 | WOLF PARADE | WHAT DID MY LOVER SAY? (IT ALWAYS HAD TO GO THIS WAY)
77 | THE CHEMICAL BROTHERS | SWOON

Ser uma banda folk americana minimamente suportável, eis uma qualidade inegável e oportuna do Morning Benders, responsáveis pela bela toada "Excuses", um dos pontos do segundo disco do grupo. Também desafiando tabus (existe banda de surf-rock que preste?), o Growlers complementou o bom disco de estréia com um EP alavancado por essa divertida "What It Is?". Com menos desconfiança nas costas, o Wolf Parade só cozinhou o jogo com Expo 86, seu terceiro disco cujo destaque fica para "What Did My Lover Say?", rock convecional mas de execução passional. Mestres em cozinhar partidas, o Chemical Brothers também tentou dar uma pequena amostra de futebol arte em 2010 e "Swoon" é prova do esforço.


The Morning Benders - Excuses

The Growlers - What It Is?

Wolf Parade - What Did My Lover Say? (It Always Had To Go This Way)

The Chemical Brothers - Swoon






76 | MATTHEW DEAR | YOU PUT A SMELL ON ME
75 | PERFUME GENIUS | MR. PETERSON
74 | MEMORYHOUSE | SLEEP PATTERNS
73 | BEAR HANDS | WHAT A DRAG

É apenas uma coincidência que a capa de um single chamado "You Put A Smell On Me" esteja ao lado da capa de "Mr. Peterson", arte que reproduz um rapaz cheirando (com um olhar preocupado) sua própria mão. Até porque são duas faixas de natureza completamente diferente: a primeira é mais uma tentativa bem sucedida do texano Matthew Dear de revitalizar o techno e, a segunda, uma discreta balada ao piano sobre uma trágica relação gay. Menos profunda, ao ponto de desaparecer no ar, a faixa seguinte é um dos grandes acertos do promissor dupla dream-pop Memoryhouse (curiosidades: os dois eram participantes ativos do Atease, fórum sobre Radiohead). Não é nada confirmado, mas é provável que o Bear Hands, grupo nova-iorquino responsável pelo bom single "What A Drag", sejam também participantes de fórum, mas no caso deles, um fórum sobre Modest Mouse.


Mathew Dear - You Put A Smell On Me

Perfume Genius - Mr. Peterson

Memoryhouse - Sleep Patterns

Bear Hands - What A Drag




 72 | ALLO DARLIN' | THE POLAROID SONG
71| DIRTY PROJECTORS + BJÖRK | SHARING ORB
70 | KONONO N°1 | NAKOBALA LUSUSU TE
69 | THE EX | MAYBE I WAS A PILOT

O mundo globalizado é uma realidade, não é mesmo, minha gente? Temos aqui bandas da Inglaterra, dos EUA, da Holanda e até da República Democrática do Congo, vejam só. É o congraçamento dos povos, todos numa só voz! Tem a voz delicadinha do inglês Allo Darlin', perfeito para fãs de Camera Obscura. E tem algo mais elaborado, como as vozes quase mecânicas da colaboração transocêanica do Dirty Projectors com Bjork, na maravilhosa "Sharing Orb". Esbanjando diversidade cultural, diretamente do Congo, o Konono N° 1 fechou o seu incrível segundo álbum com a supreendentemente delicada "Nakobala Lususu Te", um descanso merecido depois de faixas tão enérgicas. Energia, seu nome é The Ex, um dos grandes nomes do rock em atividade (30 anos de atividade), ressurgidos em plena forma em 2010, como prova o jazz-punk "Maybe I Was a Pilot".


Allo Darlin' - The Polaroid Song

Dirty Projectors + Björk - Sharing Orb

Konono N°1 - Nakobala Lususu Te

The Ex - Maybe I Was a Pilot





68 | ARP | GRAPEFRUIT
67 | MI AMI | LATIN LOVER
66 | JOANNA NEWSOM | GOOD INTENTIONS PAVING COMPANY
65 | JAGGA JAZZIST | TOCCATA

Esse conjunto de faixas parece ter se reunido sabendo da sua característica comum: ninguém aqui quer facilitar para ninguém. Seja no hipnótico riff de baixo de "Grapefruit", no vocal descontrolado de "Latin Lover", na proeficiência em inglês de Joanna Newsom ou nos metais libertinos de "Toccata", o ouvinte não encontra tarefa fácil por aqui. A faixa mais simples, em termo de estrura de composição, é a do trio americano Mi Ami, punk-rock de riffs circulares quase tão desafinados quanto o insano vocal de Daniel Martin-McCormick. Joanna Newsom até que tenta soar um pouco mais terráquea com um belo arranjo de metais no final de "Good Intentions Paving Company", mas até lá o ouvinte é brindado com sua adorável inconsequência verbal.


Arp - Grapefruit

Mi Ami - Latin Lover

Joanna Newsom - Good Intentions Paving Company

Jagga Jazzist - Toccata






64 | TORO Y MOI | LEAVE EVERYWHERE
63 | FOUR TET | SHE JUST LIKES TO FIGHT
62 | DESTROYER [ PART. TIM HECKER] | ARCHER ON THE BEACH
61 | BLACK MILK | 365

Um dos símbolos do rídiculo momento que passa a crítica musical atualmente, o projeto de Chazwick Bundick, Toro Y Moi, foi alavancado e esquecido tantas vezes em 2010, que muita gente ainda não decidiu se gosta ou não do trabalho do rapaz. A ensolarada "Leave Everywhere" é prova de que o rapaz deve ser levado mais a sério. Bem mais estável entre os grandes nomes da música eletrônica, Kieran Hebdan brinca novamente com batidas orgânicas na balada afro-beat "She Just Likes To Fight", o momento mais sublime do incrível There Is Love In You. Falando em situações incríveis, nada mais justo que seguir a lista com a inusitada colaboração dos músicos canadenses Daniel Bejar e Tim Hecker em "Archer On The Beach", faixa que reune os reúne os resmungos do Sr. Destroyer sobre uma cama de barulhos românticos, especialidade de Hecker. Resmungando de maneira bem menos elegante, o Black Milk fecha o quadrado com a batida funky old-school de "365", que comprova a intenção do rapper e produtor em seguir o lado menos romântico e celebrado de J Dilla.


Toro Y Moi - Leave Everywhere

Four Tet - She Just Likes To Fight







 60 | DIMLITE | KITTY CRADLE FROG 
59 | ALVA NOTO | A GARMENT (FOR A GARMENT)
58 | CASIOKIDS | GRØNT LYS I ALLE LEDD
57 | MEGAFAUN | EAGLE

É um crime, mas o pouco conhecido produtor suíço Dimitri Grimm lançou mais um ótimo EP no final de 2010 para, mais uma vez, pouca gente ouvir. Uma espécie de Dorian Concept, só que melhor, Dimlite é o projeto de Grimm, e a relaxada "Kitty Cradle Frog" é a faixa que abre com maestria o EP lançado pelo produtor. Mais reconhecido, mesmo que estejamos falando de apenas de nicho, Carsten Nicolai continuou colecionando elogios com seu intrigante Alva Noto. "Garment (For a Garment)", primeira faixa do excelente For 2, é uma prova dos belos serviços prestado por Nicolai para a música eletrônica experimental. Bem menos experimentador, o grupo sueco Casiokids é desenvergonhadamente dançante em "Gront Lys I Alle Ledd", típico indie-rock de 2001, destaque absoluto do álbum e, melhor, cantada em sueco. Em seguida a inteligente e divertida "Eagle", do Megafaun, banda que superou com extrema facilidade a ausência de Justin Vernon, reinventou um nome e agora tenta reinventar o alt-country, gênero que muita gente ja considerava falido.










56 | THE ROOTS | WALK ALONE
55 | HOLY FUCK | LUCKY
54 | GANG GANG DANCE | AMORPHOUS HISTORY (CLOSING SEEN)
53 | GOLD PANDA | YOU

O Roots deve continuar a ser a banda preferida de quem tem vergonha de gostar de hip-hop, se levarmos em conta o bom How I Got Over, álbum puxado pelo pesado single "Walk Alone", faixa típica da banda novaiorquina. A faixa seguinte da lista é um épico dançante dos canadenses do Holy Fuck, banda que vem construindo uma discografia sólida mesmo indo constantemente em direção à musica pop. Quem também parecia inclinado a abandonar os experimentalismos era o notável Gang Gang Dance. Mas "Amorphous History (Closing Seen)" trouxe de volta as colagens loucas que marcaram o ínicio de carreira, funcionando como um ótimo teaser para o esperado LP de 2011. O avassalador primeiro single do Gold Panda vem em seguida, atrapalhado pelo LP não muito inspirado que o seguiu.


The Roots - Walk Alone

Holy Fuck - Lucky

Gang Gang Dance - Amorphous Hystory (Closing Seen)

Gold Panda - You



52 | TIM HECKER | APONDALIFA (PARTS 1 & 2)
51 | TEENAGE FANCLUB | SOMETIMES I DON'T NEED TO BELIEVE IN ANYTHING

Pela segunda vez na lista, agora sozinho, Tim Hecker apenas aperfeiçoa seu drone "amigável" no belíssimo single "Apondalifa", seu único e emocionante lançamento do ano passado. Muito, mas muito mais amigável, o já lendário Teenage Fanclub retornou em 2010 com sua costumeira honestidade. Shadows, o álbum, não é nada além de correto, mas a primeira faixa é matadora. A despreocupação do título casa bem com o estado de espirito atual dos escoceses, mais descansados do que aparentavam no tristonho Man-Made, de 2005.


Tim Hecker - Apondalifa




[continua...]

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