VDD [Bonus] | Marco e Debora - Águas de Março
enviado por César M. em 19.5.11
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Resenha | Arctic Monkeys - Suck It And See
enviado por César M. em 19.5.11
Esse Arctic Monkyes lembra muito as bandas americanas do pós-grunge, embora tenha estourado com um disco de comportamento tipicamente inglês. A banda tem apenas 5 anos de vida mas a produção quase anual deixa identificar um modus operandi bem parecido: nenhuma intenção na busca pelo diversificado, quatro ou cinco faixas com refrão e riffs pegajosos (o restante é completado pelo tipo de faixa que a crítica em língua inglesa gosta de chamar de "filler", expressão elegantemente traduzida como encheção de linguiça), e produção levamente suja, nada que seja suficiente para assustar um ouvido adolescente. O quarto disco dos Monkeys não foge à regra: Suck It And See [Domino, 2011] ficaria muito bem na prateleira de "rock alternativo" de uma loja de cds em 1996.
Em Humbug, disco anterior, a produção de Josh Homme colocou esse formato industrial do rock mais evidente e, nesse álbum, os discípulos fizeram o trabalho sozinhos. Veja como não existe muita preocupação com aperfeiçoamento: "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair" usa um riff clássico que encontra certa semelhança (é o mesmo, rs) com o riff de "Half Full Glass Of Wine", do Tame Impala. Agora percebam o interesse dos australianos em apresentar um traço quase formulaico do "rock clássico" de uma maneira mais atrativa, cheia de variáveis. Os ingleses, por sua vez, gastam toda sua criatividade com títulos de ironia regada a egocentrismo para apresentar um resultado puramente burocrático no que mais importa, a música.
Algo nesse perfil desafiador demonstrado em títulos de canções e discos do Arctic Monkeys (e que virou tendência, vide What Did You Expect From... do não menos burocrático Vaccines) torna o conteúdo desse álbum ainda mais curioso. Será que eles realmente acreditam na importância da música insignificante ouvida em Suck It And See? O primeiro álbum deve ser creditado a pouca idade dos música na época em que foi concebido, mas hoje essa "inocência musical" não faz mais tanto sentido.
A repetição, tanto do padrão vocal quanto lírico de Alex Turner, revela a hipótese que o aproxima ainda mais do pós-grunge: o Arctic Monkeys sabe e só faz o que o seu público anestesiado quer ouvir. Você vai encontar álbuns piores, de músicos piores (o baterista, já elogiado em resenhas anteriores, é o grande destaque novamente) e até menos inteligentes do que esse em 2011... Mas a claríssima intenção que Turner e cia. tem em buscar uma carreira no funcionalismo público torna Suck It And See ainda mais desinteressante.

FICHA TÉCNICA
Em Humbug, disco anterior, a produção de Josh Homme colocou esse formato industrial do rock mais evidente e, nesse álbum, os discípulos fizeram o trabalho sozinhos. Veja como não existe muita preocupação com aperfeiçoamento: "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair" usa um riff clássico que encontra certa semelhança (é o mesmo, rs) com o riff de "Half Full Glass Of Wine", do Tame Impala. Agora percebam o interesse dos australianos em apresentar um traço quase formulaico do "rock clássico" de uma maneira mais atrativa, cheia de variáveis. Os ingleses, por sua vez, gastam toda sua criatividade com títulos de ironia regada a egocentrismo para apresentar um resultado puramente burocrático no que mais importa, a música.
Algo nesse perfil desafiador demonstrado em títulos de canções e discos do Arctic Monkeys (e que virou tendência, vide What Did You Expect From... do não menos burocrático Vaccines) torna o conteúdo desse álbum ainda mais curioso. Será que eles realmente acreditam na importância da música insignificante ouvida em Suck It And See? O primeiro álbum deve ser creditado a pouca idade dos música na época em que foi concebido, mas hoje essa "inocência musical" não faz mais tanto sentido.
A repetição, tanto do padrão vocal quanto lírico de Alex Turner, revela a hipótese que o aproxima ainda mais do pós-grunge: o Arctic Monkeys sabe e só faz o que o seu público anestesiado quer ouvir. Você vai encontar álbuns piores, de músicos piores (o baterista, já elogiado em resenhas anteriores, é o grande destaque novamente) e até menos inteligentes do que esse em 2011... Mas a claríssima intenção que Turner e cia. tem em buscar uma carreira no funcionalismo público torna Suck It And See ainda mais desinteressante.

FICHA TÉCNICA
Artista: Arctic Monkeys
Álbum: Suck It and See
Origem: Inglaterra
Ano: 2011
Gênero: Rock
Escolhas do IN: "Library Pictures", "The Hellcat Spangled Shalalala"
Pra quem gosta de: Popload, Vaccines, Stone Temple Pilots
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VDD | Broken Social Scene - The World At Large (Modest Mouse)
enviado por César M. em 19.5.11
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Resenha | Skeletons - People
enviado por César M. em 16.5.11Grandma - Skeletons
O Skeletons, se não for fácil de reconhecer, já foi Skeletons and the Girl-Faced Boys e Skeletons and the Kings of All Cities. Se não deu pra reconhecer mesmo assim, saiba que o líder de qualquer um dos três projetos, Matt Mehlan, já está por aí há um bom tempo. Tempo suficiente para gerar certa expectativa em relação ao sucessor do ótimo Money, de 2008/09. Assumindo de uma vez o nome mais conciso, presumia-se que Mehlan poderia também ter assumido um estilo mais contido em oposição aquela encarnação jazz-big-band de Money. Porém, a suposição é parcialmente verdadeira.
"People" [Shinkoyo, 2011], é ainda produto de um compositor de grandes ambições. O som continua cheio, até pela formação numerosa, mas o método é diferente. Revelar ao leitor a posição geográfica do Skeletons (Brooklyn/NYC) e o nome do produtor do disco (Rusty Santos, de Person Pitch e Sung Tongs) revela também que tipo de método é esse. A claríssima influência do free-jazz agora dá lugar a um certo parentesco com o chamado freak folk de bandas como Akron/Family e o próprio Animal Collective fase-Sung Tongs. A mudança também é resultado de uma opção clara de "soar como uma banda", nas palavras do próprio Matt Mehlan.
"Lil' Rich" abre o álbum dificultando o ouvinte com uma edificação bem lenta de uma melodia circular que pouco tem a ver com o personagem título. De cara, a decisão de trocar o método de composição é claramente observada num irônica constatação: People traz um Skeletons mais simples porém menos acessível. "Barack Obama Blues" é destaque com ideia estrutural parecida (ínicio acústico e melódico indo em direção a um final cheio, com guitarras e baterias explosivas) mas de execução menos complicada. O nome dessas duas faixas explicam o título do álbum, repleto de alusões a personagens, famosos (como Barack Obama e Little Richard) ou não (Jimmy Damour, morto numa filial do Walmart, e Tania Head, sobrevivente do atentado de 11/09, por exemplo). Outro destaque é "Grandma", faixa que deve agradar fãs do Battles.
O álbum termina supreendentemente (por falta de palavra melhor) "fofo" com a faixa título, canção que tem certa semelhança com as baladas do Broken Social Scene. "No matter far you move/ you have nothing to prove/ if your thoughts still true", diz Melhan, como se estivesse se reconfortando. O Skeletons mudou de direção mas manteve suas ambições e, mesmo que não tivesse nada a provar, cunhou esse belo "People" como prestação de conta.

FICHA TÉCNICA
Artista: Skeletons
Álbum: "People"
Origem: EUA
Ano: 2011
Gênero: Experimental
Escolhas do IN: "Barack Obama Blues", "Walmart and the Ghost of Jimmy Damour" , "Grandma"
Pra quem gosta de: Animal Collective pré-Strawberry Jam, Akron/Family, Broken Social Scene
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VDD | The Go! Team - Voice Yr Choice
enviado por César M. em 10.5.11
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Curtas | Miles Kane, The Cars, Clock Opera
enviado por César M. em 10.5.11
CLOCK OPERA - BELONGINGS [Moshi, Moshi, 2011]
Gênero: Pop Experimental/ PQGD: Elbow, Radiohead
Belongings já é o terceiro single da banda liderada pelo inglês Guy Connelly mas ainda não é dessa vez que o Clock Opera revelou seus segredos. Nascido na cultura do remix, o Clock Opera autoral começou se aventurando numa espécie de pop de câmara propriamente dito (não o chamber-pop de High Lamas ou Tindersticks, porém algo mais próximo do Hauschka) mas o novo single aponta para caminhos mais acessíveis. Embora "Belongings" e seu lado B "Let Go The Lifeboats" usem com elegância cordas e eletrônica, o carro chefe das duas canções é um melodioso vocal de Connelly, característica relativamente deixada em segundo plano, anteriormente. Mesmo pouco revelador, o single deixa uma boa impressão até o lançamento de um LP cheio, previsto para esse ano.
THE CARS - MOVE LIKE THIS [Hear Music, 2011]
Gênero: Rock/New Wave / PQGD: Strokes, Devo
E aquele medo que dá quando uma banda passa quase TRINTA anos sem lançar um disco e volta, assim, sem mais nem menos? Aconteceu com o Devo (nesse caso, apenas vinte anos de férias), ano passado, e agora acontece com o Cars, a banda mais bem sucedida da new-wave americana no final dos anos 70. Enquanto o Devo segurou a onda com certa dignidade em Something For Everybody, os contemporâneos não parecem ter feito a escolha certa. Move Like This parece tão envelhecido quanto a música do Cars infelizmente é. "Sad Song", a faixa escolhida para promover o inesperado retorno, vale para a galerinha fã de Strokes conhecer um pouco das influências de Julian Casablancas com melhor fidelidade, ao menos. No geral, Move Like This é simplesmente um item para nostálgicos.
MILES KANE - COLOUR OF THE TRAP [Columbia, 2011]
Gênero: Brit Pop / PQGD: Nick Lowe, Oasis
Miles Kane é ex-integrante da banda The Rascals. Miles Kane é co-autor das canções do Last Shadow Puppets, com Alex Turner, do Arctic Monkeys. Rascals, Arctic Monkeys, Last Shadow Puppets... há um padrão aí: rock comportado e adolescente. Miles Kane não é mais adolescente mas ainda mostra um desinteressante bom comportamento em Colour of the Trap, sua estréia solo. Seguindo à risca a cartilha do brit pop dos anos 90 sem acrescentar um pingo de vigor, Kane faz de seu debut um anêmico pastiche de "rock inglês". Até o parceiro nos Puppets foi capaz de vôos mais altos no limitado Arctic Monkeys. Colour of The Trap parece ser daqueles tipicos álbuns feitos para agradar uma parcela da imprensa inglesa (e suas reverberações na imprensa brasileira, é claro). Assim como os "clássicos" de Razorlight's e Hard-Fi's, está fadado ao esquecimento.
Gênero: Pop Experimental/ PQGD: Elbow, Radiohead
Belongings já é o terceiro single da banda liderada pelo inglês Guy Connelly mas ainda não é dessa vez que o Clock Opera revelou seus segredos. Nascido na cultura do remix, o Clock Opera autoral começou se aventurando numa espécie de pop de câmara propriamente dito (não o chamber-pop de High Lamas ou Tindersticks, porém algo mais próximo do Hauschka) mas o novo single aponta para caminhos mais acessíveis. Embora "Belongings" e seu lado B "Let Go The Lifeboats" usem com elegância cordas e eletrônica, o carro chefe das duas canções é um melodioso vocal de Connelly, característica relativamente deixada em segundo plano, anteriormente. Mesmo pouco revelador, o single deixa uma boa impressão até o lançamento de um LP cheio, previsto para esse ano.
THE CARS - MOVE LIKE THIS [Hear Music, 2011]
Gênero: Rock/New Wave / PQGD: Strokes, Devo
E aquele medo que dá quando uma banda passa quase TRINTA anos sem lançar um disco e volta, assim, sem mais nem menos? Aconteceu com o Devo (nesse caso, apenas vinte anos de férias), ano passado, e agora acontece com o Cars, a banda mais bem sucedida da new-wave americana no final dos anos 70. Enquanto o Devo segurou a onda com certa dignidade em Something For Everybody, os contemporâneos não parecem ter feito a escolha certa. Move Like This parece tão envelhecido quanto a música do Cars infelizmente é. "Sad Song", a faixa escolhida para promover o inesperado retorno, vale para a galerinha fã de Strokes conhecer um pouco das influências de Julian Casablancas com melhor fidelidade, ao menos. No geral, Move Like This é simplesmente um item para nostálgicos.
MILES KANE - COLOUR OF THE TRAP [Columbia, 2011]Gênero: Brit Pop / PQGD: Nick Lowe, Oasis
Miles Kane é ex-integrante da banda The Rascals. Miles Kane é co-autor das canções do Last Shadow Puppets, com Alex Turner, do Arctic Monkeys. Rascals, Arctic Monkeys, Last Shadow Puppets... há um padrão aí: rock comportado e adolescente. Miles Kane não é mais adolescente mas ainda mostra um desinteressante bom comportamento em Colour of the Trap, sua estréia solo. Seguindo à risca a cartilha do brit pop dos anos 90 sem acrescentar um pingo de vigor, Kane faz de seu debut um anêmico pastiche de "rock inglês". Até o parceiro nos Puppets foi capaz de vôos mais altos no limitado Arctic Monkeys. Colour of The Trap parece ser daqueles tipicos álbuns feitos para agradar uma parcela da imprensa inglesa (e suas reverberações na imprensa brasileira, é claro). Assim como os "clássicos" de Razorlight's e Hard-Fi's, está fadado ao esquecimento.
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Miles Kane,
The Cars
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