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VDD | Grouper - I Saw a Ray

Resenha | Romulo Fróes - Um Labirinto em Cada Pé



, a volta de Caetano Veloso à realidade, foi lançado dois anos depois de Calado, a estréia de Romulo Fróes. Calado era um disco maduro, no sentido mais rústico que a palavra possa ter, um disco adequado ao que se espera de um artista confortável no topo de sua discografia monstruosa. , ao contrário, era inconsequente, jovial, adequado ao que se espera de um estreante, como Fróes, por exemplo. É uma grande felicidade poder fazer esse tipo de conexão, como se fossem artistas contemporâneos, porque Caetano acendeu Fróes. Sendo ainda Calado um bom disco, a leva seguinte do paulistano se mostrou bastante superior: Cão, lançado no mesmo ano de e, principalmente, o enorme No Chão, Sem o Chão, esse sim, muito influenciado pelo novo (e pelo velho) Caetano.

Não que Romulo Fróes seja um cara de pouca personalidade: seu novo álbum, Um Labirinto em Cada Pé [ybmusic, 2011] prova que personalidade não lhe falta. É que essa ligação, inconsciente, com Caetano torna suas composições ainda mais especiais. Não obstante suas influências claras, o disco é o que mais se aproxima de "Fróes por Fróes", ou do que se imaginaria ser esse auto-retrato, baseado em entrevistas. Na nova investida, o compositor não precisa mais gritar "Eu não sou sambista!", pecha que o largou na barulheira da primeira sessão de seu álbum anterior, intitulada Cala Boca Já Morreu. Aqui ele abre espaço para outro período da MPB: enquanto o anterior era mais relacionado aos anos 70 de João Donato, Bosco ou do Caetano de Araçá Azul à Qualquer Coisa, o sucessor confraterniza de maneira muito mais intensa com o controverso período dos anos 80.

Isso torna o ambiente um tanto mais perigoso: as letras e melodias vocais lembram de um Luiz Melodia inspirado a Djavan, resvalando até em Betinho, se você deixar a imaginação fluir. O contestado Gil desse período também vem à mente, principalmente na funkeada "Ditado", com destaque para intervenção do saxofone brincalhão de Thiago França. Existem faixas parecidas, como "Máquina de Fumaça" e seu baixo típico da época, reforçando a ligação com essa década. Porém, nada como o que fez o Fino Coletivo em Copacabana ou Rubinho Jacobina em Força Bruta: o violinista tem inteligência suficiente para não deixar sua música se confundir com paródia.

As composições de Nuno Ramos e as que ele divide somente com Fróes, são os pontos de tensão do disco, de espírito mais relaxado, no geral. A abertura, composta por Ramos, traz Dona Inah sozinha (ou "sozinha nesse palco", como ela mesma diz), interpretando com vigor uma letra niilista que se passa por amarga ("Ninguém me dá um novo dia/ Niguém me mata de alegria/ Ninguém canta pra ninguém") para se revelar inspiradora, no final ("Ah, pensa no amor!/ Ah, pensa no amor!/ Ou não pensa mais em ninguém"), como Nietzsche ensinou. Nas outras canções, há algo de preocupação social embutido, o que pode ser bom (a ótima referência histórica da MPB, em "Boneco de Piche") ou ruim (a já cansada relação do sofrimento de Jesus com sofrimento do cidadão comum em "Filho de Deus", que não oferece nenhum atrativo em termos musicais, também). Existe certa comicidade em "Quero Quero", outra composição divida pelos dois, porém não se deve ao bem colocado "tomar no cu" do refrão (que suscita outra discussão, essa em torno do bom mocismo na MPB e leva, de novo, a pensar em Caetano): "Quero, quero, quero, um teco, um teco, um teco, disso daí", a primeira frase da canção, é daquelas que ditas de maneira séria acabam provocando boas risadas.

Dividindo a composição com Clima e Rodrigo Campos, Fróes revela o seu melhor lado, como no inspiradíssimo samba-axé (olha Gil e Caê dos 80, outra vez) "Muro", também cheia de referências (a que lembra a ladeira da preguiça, de Gilberto Gil, é genial). A canção tem conexão forte com "Tua Beleza", (a primeira participação mais evidente de Nina Becker), um delicioso "funk baiano", sem nenhuma conotação preconceituosa na expressão. Como curiosidade, ficam registradas as inúmeras citações da paisagem carioca (Lapa, Guanabara, Corcovado, Cassino da Urca, Cacique de Ramos...) vindas de um paulistano nato. Mas seriam mesmo referências à cidade ou outras referências musicais? Só perguntando ao compositor...

Terminando com mais uma relação entre Caetano e Fróes, Um Labirinto em Cada Pé é para o disco anterior o mesmo que Zii e Zie é para Cê. Explicando: enquanto o primeiro é afirmação (ambos usaram guitarras como método), o segundo é um "aproveitador" da liberdade conquistada. Mas não confunda esses inúmeros elos listados na resenha com excesso de reverência. Ela existe e é bem-vinda, mas eles estão aqui à serviço de ilustração porque, na realidade, o álbum é mais uma obra do compositor a trazer frescor para a cansada MPB. Um verso, em "Tua Beleza", resume tudo que Romulo Fróes parece sempre querer dizer a cena brasileira atual: "Para de ficar quieta!".



FICHA TÉCNICA
Artista: Romulo Fróes
Álbum: Um Labirinto em Cada Pé
Origem: Brasil
Ano: 2011
Gênero: MPB
Escolhas do IN: "Muro", "Tua Beleza" e "Onde Foi que Nunca Vem"
Pra quem gosta de: Itamar Assumpção, Caetano Veloso, Luiz Melodia




- Para baixar ou comprar, visite o blog do disco criado pelo artista: Um Labirinto Em Cada Pé

Resenha | Bon Iver - S/T


Emma, aquela mulher, é uma grande vadia. Justin Vernon que o diga, obrigado a viver na sombra desta senhora eternamente após For Emma, Forever Ago, um dos grandes discos da década passada. Mas Vernon não queria viver dessa maneira. Em entrevista a Rolling Stone, afirmou: "Eu chamei várias pessoas para alterar minha voz... eu fiz o disco sozinho mas permiti que essas pessoas entrassem e mudassem o cenário". Ou seja, o Bon Iver não queria mais ser aquele Bon Iver. E, curiosamente, no álbum chamado... Bon Iver [Jagjagwuar, 2011] ele alcança o objetivo. Porque, provavelmente, ele não ficou sabendo da festa que uma menina anunciou no Facebook e atraiu, além de 1500 pessoas, a polícia e os bombeiros: gente demais é confusão certa, meu amigo.

É exatamente isso que Bon Iver é, numa análise mais geral: uma grande confusão, até numa acepção positiva que a palavra possa ter ao descrever música. Vernon ainda canta como em For Emma... mas o som agora é tão cheio, tanto organicamente como em efeitos eletrônicos, que sua voz (característica e agradável ao ponto de se tornar um verdadeiro instrumento) parece abafada no meio de tanta informação. Cabe dizer que a confusão não se deve às escolhas estéticas (o Destroyer de Daniel Bejar investiu em instrumentação vintage oitentista bem parecida com resultado mais coeso). O ponto é que a transição entre o folk e o synth-pop é extramemente turbulenta.

Existem, claro, momentos de equilíbrio que acabam sustentando toda essa movimentação. "Calgary", o primeiro single, progride de música ambiente a rock vigoroso com a elegância esperada do camarada que já entregou dois grandes discos (contando com o Volcano Choir) e um ótimo EP. "Minnesota", uma verdadeira amostra de evolução, indica o caminho ao dosar com sapiência os diversos instrumentos que se apresentam durante a faixa. "Michicant" também é destaque, com efeitos eletrônicos inteligentes e delicados.

Existem, claro, momentos de desequilíbrio que, felizmente, não comprometem o resultado final. "Hinnon, TX" é resultado da amizade com Kanye West, com certeza. Nela, fica claro que povoar sua música com diversos elementos pode não ser a melhor saída para a diversificação. A paixão do amigo rapper pelos anos 80 (e passagem pelo Gyangs, também) pode ter influenciado a inacreditável "Beth/Rest", faixa que possui uma notável vocação para a galhofa.

No geral, Bon Iver, mesmo irregular, nos apresenta um artista irrequieto, quase desesperado com a intenção de mudar sua imagem de cantor folk. Claro que só intenção não é suficiente: nesse ano, vimos casos de artistas que alteraram as estruturas de sua música e acabaram confundindo demais seus ouvintes (Tomboy?). Mas aqui a palavra mudança tem um significado bem maior. A cabana na floresta, Emma, o corvo de pernas cruzadas... tudo isso ficou para trás. Bon Iver é agora um projeto da cidade, de diversas cidades, é por isso que há tanto barulho e confusão nele.




FICHA TÉCNICA
Artista: Bon Iver
Álbum: Bon Iver
Origem: EUA
Ano: 2011
Gênero: Folk-Rock/Experimental
Escolhas do IN: "Calgary", "Michicant" e "Minnesota"
Pra quem gosta de: Grizzly Bear, Andrew Bird, Megafaun



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VDD | Stars - Changes

Resenha | Hauschka - Salon Des Amateurs


Se você já leu ou ouviu alguma coisa sobre o Hauschka, dá até para pular essa pequena introdução. É uma informação básica mas necessária: Volker Bertelmann, o músico que grava e lança álbuns como Hauschka, é um exponente do prepared piano. E o prepared piano, o que é? Prepared piano é (agora você senta porque lá vem uma grande revelação) um PIANO PREPARADO (UAU). Preparado com pregadores nas cordas, colares de conchas e até caixinhas de Tic Tac cheias, para expandir consideravelmente o som de um instrumento conhecido pelo conservadorismo dos seus praticantes.

Beltermann não é o único, nem o primeiro, nem o criador do método. Mas a forma que sua discografia vem tomando é o que torna sua figura interessante. Salon Des Amateurs [FatCat, 2011], seu LP mais recente, é o que mais se aproxima de um disco dançante, embora essa não seja sua característica principal. Enquanto um Brandt Brauer Frick pode até ser classificado como techno-orgânico, o piano preparado do Hauschka acaba por tornar-se semelhante ao som de bandas com tendências mais eletrônicas no post-rock. Mas, na sua maior parte, o álbum exibe com orgulhos grooves de fazer inveja a muita banda repleta de aparato instrumental.

"Ping" que, bem forçadamente, pode ser chamada de hip hop de câmara, e "Radar" (uma das poucas faixas que usam instrumentação extra), com seus graves acachapantes, se destacam ao se aproximarem levemente de uma música de pista. Porém, desconfio que nenhuma delas vá provocar alguma coisa além de olhares curiosos quando tocadas em casas noturnas. Principalmente porque, acertadamente, Beltermann evita a reprodução simples da música eletrônica (ou do techno, pra ser mais específico). O curioso é que essa opção fica mais evidente nas faixas em que o músico recebe convidados (como em "Girls", por exemplo, enfeitada com o cello de Joe Burns, do Calexico).

Salon Des Amateurs é bem sucedido por equilibrar magistralmente o lado cerebral do professor Beltermann com o lado divertido do músico Beltermann. O pianista alemão definitivamente não reiventou a roda, mas é difícil que você ouça outra "banda-de-um-homem-só", sem maiores apoios de background eletrônico, entregar um álbum tão satisfatório em termos de composição e acessibilidade neste ano.




FICHA TÉCNICA
Artista: Hauschka
Álbum: Salon Des Amateurs
Origem: Alemanha
Ano: 2011
Gênero: Erudito/Post-Rock
Escolhas do IN: "Ping", "Cube" e "Radar"
Pra quem gosta de: Max Ritcher, Brandt Brauer Frick, Jóhann Jóhannsson



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VDD | Colin Stetson - Red Horse (Judge II)/In Love and In Justice

Podcast #8


     
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LISTA

[00:00 - 03:00]
GIL SCOTT-HERON | THE REVOLUTION WILL NOT BE TELEVISED | PIECES OF MAN [FLYING DUTCHMAN, 1971]

[03:57 - 06:29]
COLIN STETSON | FEAR OF THE UKNOWN AND THE BLAZING SUN | NEW HISTORY WARFARE VOL. 2: JUDGES [CONSTELLATION, 2011]

[06:29 - 09:20]
ROMULO FRÓES | MURO | UM LABIRINTO EM CADA PÉ [YB MUSIC, 2011]

[09:20 - 15:37]
DESTROYER | SUICIDE DEMO FOR KARA WALKER | KAPUTT [MERGE, 2011]

[15:37 - 19:28]
BON IVER | CALGARY | BON IVER [JAGJAGWUAR, 2011]

[19:28 - 23:06]
ODDISEE | I'M FROM PG | ODD SEASON [MELLO MUSIC, 2011]

[23:06 - 27:10]
J RAWLS | BEST PRODUCER ON THE MIC [PART. DIAMOND D, OH NO E KEVIN BROWN] | THE HIP-HOP AFFECT [GREENSTREETS, 2011]

[27:10 - 34:12]
MIGUEL ATWOOD-FERGUNSON | STAKES IS HIGH [ORIGINAL: DE LA SOUL, 1996] | TIMELESS: SUITE FOR MA DUKES (THE MUSIC OF JAMES "DILLA" YANCEY) [MOCHILA, 2010]

[34:12 - 37:45]
HAUSCHKA | PING | SALON DES AMATEURS [FAT CAT, 2011]

[37:45 - 39:20]
EDDIE VEDDER | TONIGHT YOU BELONG TO ME [PART. CAT POWER/ ORIGINAL: IRVING KAUFMAN, 1927] | UKULELE SONGS  [MONKEYWRENCH, 2011]

[39:20 - 44:12]
ONEIDA | HORIZON [EDIT] | ABSOLUTE II [JAGJAGWUAR, 2011]

[44:12 - 47:45]
GIL SCOTT-HERON | I'M NEW HERE [ORIGINAL: SMOG, 2005] | I'M NEW HERE [XL RECORDINGS, 2010]

VDD | Erykah Badu - Out My Mind, Just In Time

Resenha | Eddie Vedder - Ukulele Songs


Quando Ukulele Songs [Monkeywrench, 2011] foi anunciado, a temperatura da terra aumentou cerca de 0.7°C devido ao conjunto de milhares de espinhas congeladas: Eddie Vedder lançaria um álbum com (o nome vem daí, para quem não percebeu a dica) 16 músicas tocadas no ukulele, um cavaquinho havaiano que desperta sentimentos diversos que variam entre a irritação profunda e o sono R.E.M. Poderia ser um álbum com 16 canções sobre ukulele, o que seria curioso e engraçado, mas não tivemos essa sorte. E aí você vai lá ouvir, com a toda a má vontade presente no seu corpo, pronto para maldizer esse projeto insólito/cômico do vocalista do Pearl Jam e... quando termina você está ligando para o seus amigos para contar das suas intenções de acampar no Sana.

Ukulele Songs é o que homoafetivamente poderia ser chamado de álbum bonitinho. É longo para a sua intenção mas não é interminável, é básico mas não é exatamente repetitivo, é amigável mas não o suficiente para se tornar cafona. Vedder é tão bom moço e sincero (postura que muitas vezes se confronta com as próprias práticas musicais do Pearl Jam) que dificilmente um trabalho seu pode ser considerado estritamente ruim e seu segundo álbum solo se beneficia disso. A canção mais complexa e tensa é a de abertura, "Can't Keep", já conhecida por abrir também Riot Act, com instrumentação rock, em 2002. O resto do conteúdo é mais afável, chegando ao ápice da fofura/cretinice na reedição do dueto de "Tonight You Belong To Me", desta vez com Cat Power e, claro, Vedder. Dá para imaginar Chan Marshall cantando de tranças, balançando o vestido, ao lado do ex-grunge.

O disco é basicamente composto de versões e canções previamente escritas. Uma delas tinha tudo para dar errado, o dueto com o coxinha Gleen Hansard em "Sleepless Night". E, infelizmente, deu. Não é exatamente um ponto muito abaixo da curva (o álbum, como era de se esperar, é bem homogêneo) mas é um tanto dispensável. Aliás, a palavra se aplicaria a outras faixas, já que Ukulele Songs funcionaria muito melhor como um EP, de 7 ou 8 faixas. Se assim fosse, estariam nesse tracklist enxuto a bela "Goodbye", o standart vestido de Tom Waits "Dream a Little Dream", e "Longing To Belong", canção que acompanha um discreto violoncelo.

Pelo desastre que aparentava ser, a segunda investida solitária de Eddie Vedder até que se mostra uma experiência ocasionalmente agradável. Fica dificil, principalmente para quem não é fã, enfrentá-lo do começo ao fim, mas esse problema estava na sua concepção. A execução passional salva algumas audições mas, no final, Ukulele Songs não perde a cara de regalo para fã.




FICHA TÉCNICA
Artista: Eddie Vedder
Álbum: Ukulele Songs
Origem: EUA
Ano: 2011
Gênero: Folk
Escolhas do IN: "Goodbye", "Without You" e "Toonight You Belong To Me"
Pra quem gosta de: Nelson Cavaquinho, Gabrielzinho do Irajá, "Brasileirinho"





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Fórum Para Leitores

Esse blog começou como um blog de downloads mas você sabe que blogs de downloads não existem mais, né? (rs)

Por isso eu criei um fórum fechado no Freeforums para compartilhar música, afinal compartilhamento entre amigos não é crime, assim como soltar bolão.

Entrem em http://indienation.freeforums.org  e se cadastrem porque o acesso aos vazamentos e discos resenhados aqui só é permitido para membros.

Vamos ver até quando dura essa nova empreitada.

Resenha | Cults - Cults


Cults - Go Outside

E essa paixão da galera por reverb, quando vai acabar?

Os anos 80 voltaram com tanta força que singles são suficientes para uma banda fazer carreira?

Localização, número de integrantes e  agenda telefônica contam pontos no rating de sites musicais?

São muitas perguntas, poucas respostas.

Então vamos falar sobre a estréia da coincidementemente BEM RELACIONADA DUPLA DO BROOKLYN/NY Cults, dona de QUATRO INCENSADOS SINGLES que deixaram em polvorosa SITES e BLOGS musicais americanos.

Cults [In The Name Of, 2011], você lerá por aí, é um álbum inspirado em Phil Spector e My Blood Valentine.

- Antes de continuar, eu gostaria de jogar umas informações aqui, sem nenhuma relação com a resenha, só a título de conhecimento: o Roupa Nova se inspirou nos Beatles e os Titãs se inspiraram no Gang of Four. Ah, e o Art Popular se inspirou muito em Radiohead fase-The Bands, exceto na canção "Pimpolho". -

Bom, como eu estava dizendo, Cults (o álbum), tem inspirações nobres e todos aqueles quatro singles que FIZERAM A ALEGRIA DA GALERA ANTENADA porque lembram aqueles girls groups dos anos 60 (nossa, Diana Ross deve estar se revirando no caixão agora), sabe? Três deles vem em seqüencia no início, porque ouvinte de hoje em dia você sabe como é, não pode dar moleza: "Abdtucted", "Go Outside" e "You Know What Mean", que são até canções bonitas, mas repletas de reverberação pois a prática conta pontos extras no site musical Pitchfork.

- Mandei um email para o site e o staff me passou a tabela e eu informarei, com exclusividade, alguns itens a título de reconhecimento, apenas: +2.3 pontos por reveberação, +1.1 por ser do Brooklyn e +0.5 pela baixa fidelidade. A maior bonificação é dada a categoria "projetos de integrantes do/discos do Animal Collective" com o valor +5.3. -

Na prática é só isso e quase nada a mais. Entre repetições do mesmo fraseado melódico, destaca-se apenas o outro single ainda não citado, "Oh My God".

Mas aí você diria, "-poxa, 4 músicas de 11, em termos de música atual isso é um feito, não?".

Aí eu diria "cara, o que você tá fazendo aqui?"

PS: meu caps lock tá com defeito
PS2: pra quem achar que é piadinha, aqui está a foto do cadáver da cantora.




FICHA TÉCNICA
Artista: Cults
Álbum: Cults
Origem: EUA
Ano: 2011
Gênero: Pop
Escolhas do IN: "Go Outside", "Abdtucted" e "You Know What Mean"
Pra quem gosta de: Best Coast, Camera Obscura, Dum Dum Girls



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